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Vigiar e punir: Nascimento da prisão

       Feliz natal bonde, isso facilita minha vida já que não tenho que desejar bom dia pra vocês.      Acharam que eu tinha morrido? Acertaram, morri mesmo, estou ocupado trabalhando e estudando e esqueci-me da existência de vocês. Mas como um bom humano e de bem, vou vir aqui defender a posse de armas e ir contra a ciência e vacina, não tomem! Tá parou a brincadeira e vou falar a real. Quero a vacina o mais rápido possível, hoje venho falar sobre um livro, Vigiar e Punir o Nascimento da Prisão de Michel Foucault. Acho que já falei dele aqui, mas o reli e decidi falar mais um pouco e comparar com a sociedade hoje.      Vocês já pensaram como o mundo mudou do século XVIII até o século XXI? No século XVIII os crimes eram punidos com grandes espetáculos, os famosos suplícios, leia-se, tortura em publico. Os suplícios tinham o objetivo de punir o corpo e esse medo ser transpassado para o publico que o assistia, o medo controlava a pop...

Talvez nunca mais um país

 Acordo, e apesar de sonolento me ponho a escrever Sob as estrelas percebo então  A solidão do viver Escrevo para quem? E pra que? No futuro quem sabe seja importante  Só me resta crer Espere criança, o futuro que há de vir Forte e impiedoso  Mas sem nunca desistir  Quem espera nem sempre alcança  Se cansa E cansado estamos  A esperança, outrora amazona, lutadora, imortal Agora apenas uma frágil palavra, sensação  Tema de poemas e ilusão do coração  “Livremente servimos Porque livremente amamos, conforme nosso arbítrio  De amar ou não; assim nos erguemos ou caímos” Enquanto não nos erguemos, uma queda nos aguarda Mas o que tem início, tem fim E cada final é o começo de uma nova história. {terceiro lugar no 1º concurso municipal de poesia de Paraíba do sul}

Você sabe o que é arroz? Nunca ví, nem comi, não consigo pagar.

  Boa tarde, Mantendo o ritmo de publicações, estou mais um dia aqui escrevendo. Eu falei que fique três meses sem escrever aqui, na verdade nem lembrava da existência do blog, mas pai tá on agora, voltei do supermercado já que o preço do cigarro tava alto. Basicamente minha vida estava meio empacada, alguns projetos foram para o ralo, outros progrediram, tive que abrir mão de coisas, e como sempre maior que minha preguiça é o ódio, não precisam ficar assustados, eu tô bem, quem não tá bem é a onça resgatada no pantanal com as quatro patas queimadas. Se fosse pra eu resumir esses três meses eu diria, quarentene-se, mas se quiser sair saia, ninguém mais se importa mesmo, milhões infectados, milhares mortos, nada acontece e feijoada. Vou direto pra essa semana, cara eu poderia fazer um podcast por semana só pra falar do país, criticar o governo, reclamar do calor, da baixa umidade, a ganancia do agronegócio e outras coisas. Sabem os vídeos de react? Eu poderia fazer tod...

Estágiando entre outros caras.

  Boa noite a todos e todas, depois de três meses em hiato eu voltei para a alegria de vocês. Quero hoje discutir o machismo no meu estágio, para quem não sabe, sou estagiário em um hospital na cidade de Belo Horizonte, no setor de TI. Legal né? Sim, em partes, o setor de informática é tão bom quanto ruim. É um setor de oportunidades… se você é homem, se é mulher… bem… terá que lidar com nós, os homens. Estou no estágio há dois meses e minha sala tem dois estagiários também homens. Basicamente o setor é de homens, os estagiários ficam em uma sala separada, com isso em mente vamos viajar nas profundezas de um setor de homens com menos de 35 anos. É de se imaginar que três homens em uma sala falem coisas de homens e isso inclui ser babaca. Já deixo claro que homem não “amadurece” depois das mulheres, o que nós queremos é ter nossas atitudes validadas por nossos pares, segundo meu coleha de equipe, “homem só casa com mulher por causa do órgão feminino reprodutor, pois tir...

Sombras

Em meio a escuridão me vejo uma cegueira, nao só emocional  como também racional de toda uma nação Ando entre sombras afinal, sou uma delas todos somos Enquanto o relógio da vida leva o da sociedade sequestra e não existe resgate ou ligação somente a dor da perda Pela cidade me camuflo entre tantos outros afinal, não somos os outros pros outros? e enquanto ria ao pensar em todas as máscaras sobre máscaras sou transportado para um terrivel lugar Um vale, cheio de corpos mas diferente da passagem em Ezequiel nao teve chamado divino ou ressurreição e os mortos jamais voltarão Preso nesse limbo amaldiçoado conto todos sombras que, sem a luz camuflam-se na escuridão desaparecendo aos olhos dos desatentos números apenas Ao chegar em 100 mil paro percebo ser impossível continuar a contagem mais e mais corpos chegam e se amontoam a minha frente Abro os olhos e vejo a luz suspiro, aliviado por tudo ser só um pesadelo mas pelo canto do olho vejo mais uma sombra sumir para sempre

Quarentena-se

Adentramos o inverno, não a estação, mas uma condição emocional imposta a toda uma sociedade Somos frios,secos e brutos Destruimos tudo a nossa frente A natureza,os animais e nós mesmos A quarentena nos priva do fator condicional para sermos humanos O convívio social Sem o Outro Nao existe motivo para a existência do Eu E aos poucos perdemos a nossa identidade,não só como indivíduos Mas como espécie Vivemos em prol da sociedade E tudo em nossa vida é planejado segundo ela E no instante em que a perdemos Ficamos atordoados e sem rumo A quarentena não só nos afastou dos outros Como de nós mesmos Crescemos e evoluimos vivendo e convivendo Sem essa experiência nos tornamos apáticos Paralisados em um tempo ja não existente Vendo toda a nossa humanidade ser corroída e desaparecendo aos poucos Um dia, sim, o verão também chegará Mas nós estaremos lá?

Vidas Negras Importam Ainda Mais Agora

Boa noite, Hoje dei uma pausa na proposta de fazer um texto com meus amigos para fazer uma análise desses últimos dias. Não sou preto, eu sou pardo porém sou o tipo de pardo da seguinte forma, muito preto pra ser branco e pouco preto pra ser preto ou seja sou a anomalia genética do meio termo. Pois bem isso pra mim nunca foi um problema afinal eu sei bem quem eu sou e não sou presunçoso de dizer que entendo a luta das pessoas pretas e eu não entendo de fato tenho alguns privilégios de não ser preto como por exemplo nenhum policial vai me parar e me abordar imaginando que sou um possível criminoso e como sou preto de mais pra ser branco eu tenho acesso a cotas de pardos e basicamente posso viver na “média” nem subir muito e nem descer muito na sociedade. Porém minha cor parda vem de algum lugar e em algum momento minha família teve um negro em sua linhagem e com toda certeza o primeiro negro era um escravo e esse escravo saiu de sua terra para satisfazer as vontades de um...