As ruas lotadas são vazias Cheias de indiferença Carros silenciam as vozes O silêncio grita entre as mentes As minhas referências me desviam do caminho Perdido na reta Me encontro nas irregularidades da vida A nostalgia do que nunca aconteceu me corrói Não paro de viver a ausência daquilo que nunca tive A saudade de algo que não vivi A morte de quem ainda não existe O antes farto se faz escasso A presença ausente conforta O abrigado ao relento O desabrigado acolhe-se Refém no cativeiro das minhas liberdades Livre na prisao das minhas escolhas Presente diante a inexistência Olho a imensidão Não vejo nada Toco o nada Sinto tudo
Viver é como um som Meio ao silêncio do universo Eu estou cansado de gritar Para poder existir A luz primordial, que a tudo criou Esquenta meu corpo Ilumina meu andar Clareia minhas idéias O eterno dilema humano Atormenta as noites A ânsia de viver O tédio por existir Sonho são esquecíveis Sono é pesado Inconsciente, penso Acordado, esqueço Caminho sozinho Ruas escuras me abraçam Passos lentos me levam Para as consequências dos meus atos