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Capital

As ruas lotadas são vazias Cheias de indiferença  Carros silenciam as vozes O silêncio grita entre as mentes As minhas referências me desviam do caminho Perdido na reta Me encontro nas irregularidades da vida A nostalgia do que nunca aconteceu me corrói  Não paro de viver a ausência daquilo que nunca tive A saudade de algo que não vivi A morte de quem ainda não existe  O antes farto se faz escasso A presença ausente conforta O abrigado ao relento O desabrigado acolhe-se Refém no cativeiro das minhas liberdades Livre na prisao das minhas escolhas Presente diante a inexistência  Olho a imensidão  Não vejo nada Toco o nada Sinto tudo